Jornal_Gustav Zenkl 2

Gustav Zenkl e José Luís Gomes na praça de touros das Caldas das Rainhas, 1979
Gustav Zenkl und José Luís Gomes in der Stierkampfarena von Caldas das Rainhas, 1979

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O último adeus a Gustav Zenkl
Uma pequena multidão constituída, sobretudo, por gente anónima, prestou ontem a sua última homenagem ao cavaleiro Gustav Zenkl, falecido sexta-feira, em Lisboa, vítima de um cancro. Os restos mortais do famoso toureiro repousam agora no cemitério do Alto de S. João onde centenas de pessoas protagonizaram uma grande manifestação colectiva de pesar. Familiares e diversas individualidades ligadas à tauromaquia juntaram-se ao povo anónimo para o último adeus ao cavaleiro. Zenkl, que contava 50 anos de idade, nascera em Viena de Áustria a 24 de Janeiro de 1942, tendo vindo para Portugal após a Segunda Guerra Mundial, juntamente com várias crianças suas compatriotas, algumas das quais acabaram, tal como ele, por ser adoptadas por famílias portuguesas. O futuro cavaleiro seria adoptado pela família Infante da Câmara, lavradores e ganadeiros da região de Vale de Figueira (Santarém), tendo obtido nos anos 60 a nacionalidade portuguesa. Engenheiro técnico agrário, Gustav Zenkl toureou pela primeira vez como cavaleiro aos 14 anos, actuando também algumas vezes como forcado. A 4 de Abril de 1968 tomou alternativa de cavaleiro tauromáquico na praça de toiros do Campo Pequeno, em Lisboa, tendo tido por padrinho Manuel Conde, que lhe cedeu a lide do toiro “Tabaco”, como 540 quilos, pertencente à ganadaria de D. Diogo Passanha. Além de Portugal, Zenkl toureou também em França, no México e nos Estados Unidos. Recentemente, quando da chegada a Lisboa do primeiro grupo de refugiados da Bósnia, Zenkl recordou, em entrevista à RTP, a situação que vivera em criança e fez votos para que deste grupo também viesse a sair um futuro cavaleiro tauromáquico.

Letzte Worte an Gustav Zenkl
Eine Vielzahl an Menschen gedachte gestern in Lissabon des am vergangenen Freitag an Krebs ver-storbenen Stierkämpfers Gustav Zenkl. Die leiblichen Überreste des berühmten „Cavaleiro“ befinden sich im Friedhof Alto de S. João, wo sich Hunderte von Menschen zu einen gemeinsamen Trauermarsch einfanden. Sowohl Familienangehörige als auch diverse Persönlichkeiten auf dem Gebiet des Stierkampfes schlossen sich der Menge an unbekannten Trauergästen an und nahmen von Zenkl Abschied. Zenkl, der zu seinem Tode 50 Jahre alt war, wurde am 24. Jänner 1942 in Wien, Österreich, geboren, ehe er nach dem Ende des Zweiten Weltkriegs zusammen mit anderen österreichischen Kindern nach Portugal gekommen war und wie einige andere von einer portugiesischen Gastfamilie adoptiert wurde. Der zukünftige Stierkämpfer sollte bei der Bauern- und Schäferfamilie Infante da Câmara in Vale de Figueira (Santarém) aufwachsen und in den 60er Jahren die portugiesische Staatsangehörigkeit annehmen. Der als Agraringenieur ausgebildete Zenkl widmete sich im Alter von 14 Jahren zum ersten Mal dem Stierkampf, wo er zu Beginn unter anderem auch als „Forcado“, als Stiertreiber, auftrat. Am 4. April 1968 hatte er sein Debüt als Reiter im Stierkampf, als sogenannter „Cavaleiro“, in der Stierkampfarena von Campo Pequeno in Lissabon. Zenkls „Pate“ war Manuel Conde, der ihn damals zu einem Kampf mit dem 540 kg schweren Stier „Tabaco“, der aus der Kampfstierzucht von Diogo Passanha stammte, antreten ließ. Weiters erwähnenswert ist, dass Zenkl seiner Stierkampftätigkeit nicht nur in Portugal, sondern auch in Frankreich, Mexiko und den USA nachging. Kürzlich, als die erste Gruppe bosnischer Flüchtlinge in Lissabon eintraf, erinnerte er sich in einem Interview mit RTP (Anm. d. Verf.: Portugiesische Radio- und Rundfunkanstalt) an damals zurück, an die Zeit, in der er als Kind in ebendieser Situation war. Er wünschte sich für sie, dass auch aus dieser Gruppe ein zukünftiger Reiter im Stierkampf hervorgehe.